O Movimento Feminino Popular (MFP) celebrou, no dia 08/03, o Dia Internacional da Mulher Proletária em auditório da Unifesp, em Guarulhos, região metropolitana de São Paulo. Com combatividade, as ativistas e demais mulheres populares (cerca de 40) dedicaram a celebração à memória da dirigente e fundadora do MFP, Sandra Lima, falecida em 2016, e à jovem ativista assassinada em dezembro de 2017, Remís Carla.

 

Iniciada com o canto do hino do proletariado internacional, A Internacional, a celebração teve um vibrante tom vermelho. Uma faixa trazia escrita a consigna: Companheira Remís Carla, presente na luta!, junto com estandartes estampando o rosto de Remís.

Remís Carla, ativista do Movimento Feminino Popular e do Movimento Estudantil Popular Revolucionário, foi covardemente assassinada pelo seu ex-namorado em Recife, no final do ano de 2017.

 

Uma companheira, representando o MFP, saudou as heroínas do proletariado – militantes comunistas e combatentes do Brasil e do mundo que tombaram na luta pela revolução. Entre as heroínas, ressaltou a representante do MFP, destaca-se a dirigente Sandra Lima. Em vários momentos, a consigna Companheira Sandra Lima, presente na luta! tomou o ambiente em honra à fundadora do movimento. A militante do MFP destacou ainda a origem do dia 8 de março, ressaltando o caráter de classe da mesma. O MFP saudou ainda as mulheres combatentes das guerras populares no Peru, Índia, Filipinas e Turquia.

 

Destacando que a opressão sobre a mulher das classes populares – como de todas as mulheres – só terá fim com a revolução, a representante do MFP convocou: “O triunfo dessa revolução depende diretamente da participação das mulheres do povo, organizadas em poderoso Movimento Feminino Popular para impulsionar ainda mais a participação decisiva das mulheres nas lutas pela revolução”.

 

Ao fim, o grupo de rap Ameaça Vermelha se apresentou cantando sua mais nova música em homenagem a companheira Remís Carla, onde um dos versos diz: “Companheira Remís Carla/ história nunca esquecerá/ seu exemplo e trajetória rega a luta popular!”.